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07/12/2017 09h34  |  Feliz  |  Saúde

Vida que recomeça depois de um transplante

Vida que recomeça depois de um transplante
Vida que recomeça depois de um transplante

Raquel Weber, de 37 anos, descobriu que tinha diabetes aos 11 anos e de lá para cá, passou a ter uma vida mais regrada. Afi­nal, a doença é crônica e requer cuidados especiais que vão des­de um replanejamento alimentar até a prática de exercícios físicos. Contudo, em decorrência da dia­betes, a felizense descobriu, no final de 2015, um problema ain­da mais delicado: os seus rins não estavam mais funcionando direi­to. “De repente, eu comecei a fi­car muito inchada e quando des­cobri tive um salto muito grande para a insuficiência renal”, conta.

 

Moradora do bairro Bela Vis­ta e filha de Olavo José e Wanda Theresinha Weber, ela conta que teve que prontamente começar a fazer Diálise Peritoneal, um procedimento introduzido na ca­vidade peritoneal através de um catéter colocado na parte inferior do abdômen, que retira o excesso de água e as substâncias que não são mais aproveitadas pelo corpo e que deveriam ser elimi­nadas pela urina. “Tinha que fazer todos os dias, mas tinha a comodidade de poder fazer em casa”, afirma. “Mas tive que pa­rar, porque tive uma infecção no catéter”, complementa.

 

Raquel relata que perdeu 100% da função de seus rins, de maneira que entre março e ou­tubro deste ano, precisou ir três vezes por semana para Caxias do Sul para fazer hemodiálise. “Não sentia dor, mas os meus rins não eliminavam mais as toxinas do meu corpo. Me dava muita náusea e um cansaço extremo”, lembra. “Nunca estava dispos­ta para nada. Na verdade, nem tinha como me programar para fazer algo, porque eu nunca sabia como iria acordar”, relata.

 

 Necessidade de transplante

 

 

Conforme a transplantada, a hemodiálise é uma “sobrevida”, sendo complicado passar uma vida inteira dependendo disso. “Com o passar do tempo ela causa conse­quências, porque força demais o coração. Tem gente que aguenta 20 anos, mas eu não aguentaria”, admite. “A gente sobrevive, mas a qualidade de vida se mantém só por um tempo”, acrescenta.

 

Raquel tem Unimed, plano que cobriu suas sessões de hemo­diálise em uma clínica em Caxias do Sul, que foi quem cadastrou a felizense no Sistema Nacional de Transplantes. Contudo, o apoio de pessoas conhecidas, principal­mente que já passaram pela mes­ma situação, sempre é bem vindo. “O Felipe Raaber, que também fez transplante de rim, comentou com o médico dele na Santa Casa sobre o meu caso e ele acabou de ajudando muito”, revela.

 

Segundo a Central de Trans­plantes do RS, no ano passado fo­ram feitos 554 transplantes de rim no Estado e o tempo de espera, inclusive, dependendo de cada caso, pode levar anos. Contudo, Raquel teve muita sorte e conseguiu um rim após dois meses de espera. “Eu queria um doador morto e como eu tinha tempo para esperar, preferi dessa forma”, conta. “Meu irmão logo quis doar, mas só pensaria nes­ta hipótese se fosse morrer de um dia para o outro”, confessa.

 

Raquel conta que ao se cadas­trar já é feito todo um painel, com todos os exames e detalhes do receptor. “A gente já deixa o nos­so painel todo pronto e quando chega um órgão compatível, eles fazem os testes”, explica. E um detalhe muito interessante é que o receptor tem acesso pleno aos dados do doador. “Quando eles ligam avisando, prontamente te passam as informações do órgão, como idade, motivo da morte, problemas de saúde que ele tinha. Tudo eles te informam, inclusive a queratina. No meu caso, foi um doador negro, de 46 anos, baiano e que teve um AVC”, relata.

 

Quando a felizense recebeu a notícia da disponibilidade do rim ela estava em Caxias e teve uma mistura de sentimentos. “Levei um baita susto, mas fiquei muito feliz. Eles ligaram e falaram: ‘te­mos um rim aqui. Você quer?’. É muito emocionante”, conta. “Eu prontamente aceitei, até porque, se ele pode doar, eu também pos­so receber. E tudo é muito segu­ro. Eles fazem até uma biópsia do rim do doador”, argumenta.

Leia a notícia completa na versão impressa do jornal Primeira Hora.

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