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05/10/2017 13h51  |  Feliz  |  Saúde

Palestra debateu fatores de risco para o suicídio

Palestra debateu fatores de risco para o suicídio
Palestra debateu fatores de risco para o suicídio

A noite de quarta-feira 27, foi de alerta acerca da importância de discutir sobre suicídio.  Isto porque o Centro Cultural foi palco de uma palestra coletiva com os psicólogos Karen Rech Braun e Luiz Carlos Duarte e a participação da acadêmica em Psicologia Polyana Gollo. O evento integrou o Setembro Amarelo, que teve como objetivo a valorização da vida e a prevenção do suicídio.

 

Quem iniciou o debate foi Karen, que falou sobre a depressão, uma das principais causas de suicídio nos últimos tempos.  Na ocasião, a profissional aproveitou para esclarecer que ela está entre os três transtornos mentais de maior incidência do mundo. “Depressão não é frescura, falta de fé, coisa de quem não tem mais o que fazer, doença de louco, coisa de gente fraca, falta de ocupação e tantos outros adjetivos equivocados. Cerca de 35% da população será afetada pela depressão em algum momento de sua vida. Ela afeta o seu humor, sua disposição, seus pensamentos e até seu corpo”, apontou.

 

Segundo a psicóloga, a depressão é caracterizada por vários sintomas, as pessoas se sentem sem energia na maior parte do tempo, têm dificuldades para sentir prazer nas atividades que gostava de fazer e passam por mudanças de apetite (ou come demais ou fica sem apetite).

 

Sentimentos como ser melhor não estar mais vivo, se sentir inútil, culpado e triste quase todos os dias e quase o tempo todo, dificuldade de se concentrar, dormir pouco ou dormir em excesso também estão entre os sintomas. “Então, vocês podem perceber que existem sintomas físicos e psíquicos”, alertou.

 

Fatores desencadeantes e protetivos

 

Existem eventos na vida de cada um que podem ser o gatilho para desencadear a doença. Eventos estressantes ou perdas significativas, desemprego, doenças físicas, a própria adolescência, por ser uma fase de transição, uso de medicamentos, drogas ou álcool e histórico familiar de depressão foram apontados como fatores que desencadeiam crises depressivas. “Mas também existem fatores que ajudam a enfrentar a depressão, entre eles conseguir lidar com os problemas com maior facilidade. Isso não é um dom. É algo que é possível desenvolver ao longo da vida, inclusive com terapia. Outros fatores protetivos são o bem–estar físico, relações positivas com amigos, parentes e colegas”, indicou.

 

O suicídio como tabu

 

O psicólogo Luiz falou um pouco sobre a origem do Setembro Amarelo, assim como os objetivos da campanha, entre as quais estão: chamar a atenção e provocar novos olhares sobre o assunto; oportunizar o conhecimento e a possibilidade de falar mais sobre o suicida; destacar a importância dos laços afetivos e da escuta como forma de prevenção. “O suicídio leva 800 mil vidas por ano no mundo e faz uma vítima a cada 40 segundos. O Brasil é ooitavo em número de vítimas, ou seja, são 32 brasileiros de matam por dia”, informou.

 

O psicólogo disse que o ato ainda é visto como um tabu na sociedade, por vários motivos e citou alguns. “Falar sobre morte é difícil. Apesar de o suicídio estar presente na história da humanidade, ele é um assunto pesado e obscuro. Ele causa nos sobreviventes sentimentos de raiva, culpa, tristeza e vergonha, suscita julgamentos e revela impotência”, argumentou. “O suicídio é um ato ambivalente. A pessoa quer a morte, mas também quer viver; quer morrer para fazer passar a dor, porque a vida de sofrimento se tornou insuportável”, complementou.

 

Luiz falou ainda sobre motivações inconscientes, comentários em redes sociais, ocorrência subestimada, grupos de risco, prevenção e sobre o fato de ser impossível viver sozinho. A palestra foi acompanhada por cerca de 60 pessoas, que no final tiveram a oportunidades de fazer perguntas e esclarecer dúvidas.

Leia a notícia completa na versão impressa do jornal Primeira Hora.

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