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05/10/2017 15h37  |  Pareci Novo  |  Religião

Mobilização pede a permanência das irmãs

As três religiosas franciscanas podem estar indo embora em dezembro. Comunidade se mobiliza para reverter decisão superior da congregação

Mobilização pede a permanência das irmãs
Mobilização pede a permanência das irmãs

Uma trajetória de quase 70 anos provavelmente está nos últimos capítulos de sua história em Pareci Novo. É a das irmãs franciscanas de Bonlanden. A desconfiança de que as superioras da congregação estariam decididas pela saída das religiosas vinha desde janeiro e a suspeita tornou-se real na segunda-feira da semana passada, dia 25.

 

A superiora, irmã Irena Boritza, veio de São Paulo, sede nacional da província, para comunicar que as irmãs deixariam Pareci Novo. Mas ela teve que mudar o discurso porque não contava com a forte reação da comunidade, que maciçamente quer a permanência das religiosas. Embora ela não tenha voltado atrás na decisão, ao menos disse estar sensibilizada com a manifestação de apoio às religiosas, se comprometendo a avaliar a questão.

 

No mesmo dia, Irena havia desembarcado em Porto Alegre, de onde foi de ônibus até Montenegro. De lá, ela veio de carro, na companhia da irmã Goreti, superiora da casa de Pareci.

 

A própria irmã Goreti se surpreendeu ao se deparar com mais de 100 pessoas, incluindo muitos jovens, na frente da casa. “Ainda comentei com a superiora: ‘deve ter sido um acidente’. Começaram a cantar ‘Amigos para Sempre’. Fiquei emocionada”, relata Goreti, religiosa muito benquista em Pareci.

 

Natural de Alto Feliz, Goreti, cujo nome de batismo é Maria de Lourdes Luft, está em Pareci Novo desde fevereiro de 1960. É, de longe, a religiosa que está há mais tempo no lugar. Antes de desembarcar em definitivo no Vale do Caí, a religiosa trabalhou por dois anos no Paraná.

 

A mobilização pró-irmãs começou na sexta-feira, quando circulou a informação de elas estariam indo embora. O professor e vereador Paulinho Reisdorfer tomou a iniciativa de fazer um abaixo-assinado em favor das irmãs. Outras pessoas também se engajaram na coleta de assinaturas, e nem foi preciso muito esforço para conseguir adesões. Em pouco mais de quatro horas, mais de mil pessoas assinaram a lista.

 

E nem todos são católicos. Numa demonstração de que a estima das religiosas, particularmente da irmã Goreti, supera a questão confessional, vários evangélicos luteranos compartilharam o apoio. Um deles foi o ex-prefeito Jorge Renato Hoerlle. “Elas são conselheiras, levam a hóstia para pessoas doentes nas casas, fazem campanha de donativos, levam anonimamente ranchos. Como não estimar estas irmãs?”, observa Jorge, atualmente chefe de gabinete do prefeito.

 

Independente de questões de fé, Jorge Hoerlle sempre teve muita estima e consideração pelas irmãs. Em janeiro de 2005, quando da posse de Oregino Francisco no seu primeiro mandato como prefeito, ele pediu, emocionado, para que Oregino apoiasse a permanência da congregação em Pareci, o que de fato aconteceu.

 

As religiosas moram numa casa construída no primeiro dos oito anos de Jorge Hoerlle como prefeito. Em 1997, ele comprou a então residência das irmãs. Era o vistoso prédio da atual prefeitura, que nos primeiros anos funcionou na antiga residência dos jesuítas. Na época, a Prefeitura pagou R$ 140 mil por todo o complexo, que incluiu, além do prédio da prefeitura, o prédio da escola Beato Roque a o terreno onde foi construída depois a escola de ensino médio, a São Francisco de Assis.

 

O negócio envolveu a construção de uma nova casa para as irmãs, aquela onde elas moram, ao lado da prefeitura. O final feliz de toda negociação foi compensado com um Natal que marcou Jorge. “Fui convidado para a ceia de Natal com as irmãs. Fui eu, a Miriam (sua esposa), o padre Hilário (Braun, o falecido ex-pároco) e até um bispo”, recorda Jorge.

 

O que chamou a atenção na manifestação de semana passada é que ela foi voluntária, os moradores se mobilizaram por conta. “É importante que se diga que nenhuma irmã solicitou esse apoio”, enfatiza Jorge.

Mobilização pede a permanência das irmãs

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